Crença descrente no oratório do confessionário ajoelhado pelo corpo penoso dos pecados divinos julgando mente humana pelo prazer desejoso do amor corporal nos lençóis de seda tecendo voos rasgados de asas pintadas em vinte e quatro horas por pincéis tingidos de liberdade emocional sentido querer poder dar cor a quem a vida negra observa e de silêncio escuta o vento pairando sobre o fino linho colhido pelos corpos avançados da idade de rugas encaradas e de mãos calejadas pela sofreguidão da partida do amor para parte incerta do seu coração que bate silenciosamente abrindo a janela à espera que a vizinha diga os bons dias que tendem a ser iguais aos tempos da mocidade dos cantares lisonjeadores de cabelos ao vento e do rebuliço pelo trigo se semeia o pão nosso de cada dia.
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