Na mais perfeita das luzes
Na plenitude do céu azul celeste,
Uma ave de rapina valsa
De olhos postos no chão,
Em busca do seu manjar.
O sol abrasador, quente de Verão,
Faz transpirar os poros,
Inundando a pele feminina
Que se afasta da pele masculina.
Leva consigo o rasto do cheiro dele
Atrás de si nada fica
A não ser a poeira levantada
Pelo bater da sola do seu sapato.
Em círculos, a ave gira que gira
E torna a girar
De voo repenicado se lança à sua presa
Na esperança que esta não lhe fuja do seu bico apontado
No horizonte ainda se vê a pele feminina
Que atravessa de passo lento
A fronteira que há
Entre o sol e o esquecimento
O cheiro agarrada à pele dele
Apenas lhe faz recordar o calor abrasador
Que a sua pele possuía
Um vulcão, um sol, uma brasa ardente
Em pleno inverno de bater o dente
Agora esse calor fugia
Da mesma forma
Que a presa se esquiva ao repenico do bico da ave
Leva tudo consigo,
O calor
O sol
A chama
A presa
E a sombra
A sombra que caminhou junto com ele
Deixava-o de vez,
Para acompanhar a luz solar
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